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Não aprendi dizer adeus!

Novembro 6, 2009

É sempre difícil um adeus… que seja um “nos vemos em breve” então. Realmente será pouco provável que nós 10 consigamos nos ver juntos novamente, sendo cada um de uma parte do planeta. Ainda bem que temos as redes sociais para continuar nossa amizade! Quem sabe eu e a Jaana não viajemos para a Índia, o tour será montado pelo Jaydip e Sunil. Ou o Guillermo que está louco para vir ao Brasil no Carnaval com seus amigos e pode fazer um “stop” em São Paulo. Ou o Duke que está programando uma viagem pela IBM… espero revê-los em breve! Já estou sentindo falta dos meus novos amigos…

Fica aqui a recordação do nosso grupo em Bacolod:

 

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Nem tudo são flores…

Novembro 6, 2009

A minha missão pelo IBM Corporate Services Corps já foi “cumprida” aqui em Bacolod – deixo a cidade com uma sensação gostosa de saber que consegui compartilhar um pouco de conhecimento e contente de ter feito tantos amigos e recebido tanto carinho em troca.

Hoje à tarde, eu, a Isabelle, a Jaana e o Guillermo fomos visitar um abrigo onde estão as mais de 60 famílias que perderam tudo em um incêndio que ocorreu no “Barangay 6″ (pequena comunidade) onde habitavam, que fica inclusive próximo ao hotel onde estamos. Contribuímos doando alguns alimentos não perecíveis e resolvemos adoçar um pouco o dia das crianças, distribuindo doces e balas.

Eu que estou “acostumada” a lidar com pessoas em situação de rua – incluindo crianças (sou voluntária da Turma da Sopa em SP) – achei que conseguiria ordenar uma fila para a distribuição, mas os pequeninos simplesmente avançaram de tal maneira que fiquei ilhada entre eles e acabei tendo que jogar tudo para cima fazendo uma chuva de docinhos. Aquelas carinhas sempre sorridentes irradiaram ainda mais alegria. Meu coração ficou ainda mais apertado hoje, dia da nossa despedida…

Há tantos necessitados nesse planeta, inclusive em meu país, mas se puder, peço que reserve 5 minutos e contribua com uma oração, vibração positiva, Reiki, corrente de amor, o que você acreditar. Eles certamente receberão o presente em forma de luz e isso os ajudará a serenar suas vicissitudes. Obrigada!

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P.I. II – imbatível

Novembro 5, 2009

Dia 5 de novembro comemora-se a independência dos filipinos – eles enganaram os espanhóis com canhões falsos, feitos de folhas de banana, e os renderam. Na cidade de Bagos, bem próxima a Bacolod, há um desfile cívico-militar nesse dia, para o qual fomos convidados pela Província de Negros Occidental (eu, Isabelle, Qiong e Sunil) a comparecer.

Saimos as 7h do hotel para chegar cedinho em Bagos City e não perder o cerimonial. Tiramos foto para a imprensa local, fomos anunciados pelo apresentador da parada e filmados enquanto estávamos sentados na área VIP assistindo de perto o desfile. Segue uma pequena amostra do que vimos (eles representam o que ocorreu no dia 5/nov) – cada “Barangay” (pequena comunidade dentro de uma cidade) marca sua presença. As imagens falam por si só…

Depois disso, fomos levados ao Adobo Festival, em outra cidade próxima a Bacolod, chamada Silay. O prefeito nos recebeu cordialmente e muito simpaticamente trocou cartões conosco e colocou-se à disposição para qualquer necessidade. Adobo é um tipo de molho a base de vinagre, alho e outros, há uma competição durante o festival para julgar o melhor prato feito com esse molho.

Nós compramos o “vale comida” de P150 (aprox. US$3) que nos deu direito a comer à vontade os alimentos preparados com o Adobo.  Digamos que o arroz estava ótimo!

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Amostra do Tráfego

Novembro 5, 2009

Veja que divertido desafio é dirigir por aqui!

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Despedida

Novembro 4, 2009

Terça à noite fomos novamente convidados para ir à casa do sr. e sra. Dumancas para uma festa de despedida. Eles tinham prometido o famoso “lechon” (leitão inteiro assado) e esse foi um dos pratos servidos, dentre os inúmeros outros que abundavam na mesa já decorada para o Natal. O cenário anterior do Halloween já fora substituído por duendes, papai-noel em diversas poses e presépios. Tudo na proporção: grandiosidade, capricho, beleza.

Nos divertimos tirando fotos no jardim, onde sapos passeavam sem temor. Fartamente alimentados, recebemos mais uma vez carinhosas palavras da Jocelle e ganhamos um pacote do açúcar orgânico produzido aqui, mas não sem antes ter que fazer um pequeno discurso, que surgiu sem demasiado esforço dada a sinceridade em agradecer o carinho com que estamos sendo tratados de um povo que se gaba por ser tão sorridente, mesmo mediante adversidades. Algo que me lembra muito da nossa “gente humilde”.

O karaokê encerrou a noite, nos divertimos e fui “obrigada” a cantar… lembrando do final de semana na ilha, escolhi o “I will survive” para animar a galera. Não saiu lá essas coisas, mas deu para divertir, eu não iria sair daqui sem dar uma palhinha…

Estamos aproveitando esses últimos dias juntos, pois sabemos que será muito difícil, para não dizer impossível, reunirmos os 10 amigos  novamente em algum lugar do mundo. Time to say goodbye…

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IBM Corporate Services Corps: DONE!

Novembro 4, 2009

Fui convidada pela BNeFIT a apresentar novamente a sessão “Marketing in the 21st Century”, dessa vez para um público de jovens empresários chineses. Fomos a um restaurante e acredito que pelo interesse e pelas perguntas, a palestra foi bem recebida pelo seleto público.

O presidente da associação Mr. Clifford nos agraciou com mais um fartíssimo almoço e presenteou-nos com uma caixa de doces típicos locais. Preciso de um spa!

À tarde foi a vez de apresentar o plano de marketing para o Tourism Office de Negros Occidental, com foco no website recém-lançado. Nossos clientes parecem também ter apreciado o trabalho e esperamos que possam usufruir e aplicar as sugestões que fizemos, que foram muito práticas e objetivas.

Assim, encerramos nossos trabalhos por aqui, amanhã é feriado e iremos conhecer Bagos e o famoso Adobo Festival. Aguardem novidades…

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Survivor

Novembro 3, 2009

Dizem que lá é o paraíso. Realmente parece. É clichê de qualquer romance: praias desertas, areia branca, conchinhas aguardando o próximo colecionador, água cristalina, lagoas verdes, recifes com as mais diversas espécies de peixes e moluscos, barulho, só o do mar e dos bichinhos. Mas, se tiver vaga para mim no paraíso, permita-me Deus desenvolver-me mais espirutualmente para merecer também um belo quarto com uma confortável cama, ar condicionado, chuveiro com água quente, nenhum inseto e se puder alguns anjinhos tocando violino.

A primeira hora em Danjudan Island foi estressante para uma paulistana urbanóide, a começar de ter que mergulhar minhas calças na água para poder desembarcar. Estava me preparando há dias para a aventura que a ABV (Australian Business Volunteers), que coordena nossos trabalhos aqui nas Filipinas, reservou para o último final de semana do grupo. Mesmo assim, ao me deparar com a realidade, por mais exuberante que fosse a paisagem que encontrei, comecei a buscar argumentos para “agradecer aquela oportunidade maravilhosa e única de estar em um lugar como aquele” para me convencer que era mesmo muito legal estar lá.

O choque inicial passou logo: bastou o primeiro mergulho de snorkel. Invadi a privacidade dos lindos seres marinhos, e, mesmo sem meus óculos de grau, podia ver através da água, que amplia as imagens, lindas estrelas-do-mar azuis, moluscos cor de púrpura, peixinhos neon e milhares de outros peixinhos e peixões navegando sobre os corais numa explosão de cores radiantes. Encantador! Protegida pelo meu Sundown 50, não enfrentei problemas – a Jaana (finlandesa) esnobou a brasileira aqui com um bronzeado de dar inveja. Mas eu não tenho pele pra isso…

Atravessamos a mata, margeando lindas lagoas de água salgada e passamos por uma pouco-romântica caverna de morcegos (que barulheira!) para chegar à outra praia da ilha, caminhamos mais um pouco e nos instalamos perto da cabana do alemão que mora lá (obteve a autorização da marinha para gerenciar a ilha), onde curtimos o pôr-do-sol e comemos uns petiscos (claro, o lanchinho não poderia faltar!). Voltamos de barco na quase noite para encontrar um farto jantar, depois da “ducha coletiva”.

A primeira noite na cabana “das meninas” foi longa. Não há muito o que fazer em uma ilha deserta… fomos cedo dividir o sono com as formigas instaladas na cama e provocamos os pernilongos com um véu nos circundando. Lá lá lá lá lá lá, vocês não me pegam! O barulho dos animais caminhando pela mata ou do lagarto (que jurávamos ser um grande passáro) nos deixavam inseguras. A cabana dos meninos estava agitada, ninguém pegou no sono por lá, à exceção do Jaydip (ele jura que não dormiu), mas seu ronco ecoava pela ilha.

Domingo pela manhã acordamos preguiçosamente, tomamos o café e fomos caminhando pelas águas para a praia, lá mergulhamos mais um tempão em busca das maravilhas do mar e descansamos à sombra – à exceção de umas “lagostas” que ficaram fritando ao sol: o Guillermo, a Jaana e a Sara, uma jovem simpática filipina que estava com sua família junto com nosso grupo na ilha. À tarde fomos num iate conhecer outras ilhas e fazer snorkeling. Aquele paraíso já havia me conquistado. Desembarcamos na ilha do irmão da Maggie, nosso ponto de contato em Bacolod e curtimos o cair da tarde com alguns “snacks” locais (doce de arroz frito no açúcar). Light!

Entramos novamente no barco e curtimos mais um cair da tarde no mar, com a lua nos observando no lado oposto. Nada menos relaxante! Voltamos e logo encontramos o jantar. Enrolamos, enrolamos e depois de muito “dolce far niente” fomos nos encontrar com as formiguinhas novamente na cama. Ainda pensava em acordar às 5h para observar pássaros (coisa de alemão), mas quando senti a fúria dos mosquitos tentando me atacar pelo lado externo do véu, decidi que não valia a pena. Não tinha nem levado blusa com manga comprida e calça, como seria recomendado. Mais tarde a Alina, nossa paparazzi russa, e a Qiong voltaram meio desoladas e disseram que não viram muita coisa, mas que tinha sido “fun”. Fiz a escolha certa!

Ainda de manhã, tomamos o barco para encontrar nosso micro-ônibus para Bacolod, a aproximadamente 180km da ilha e 4h de viagem, dados os inúmeros triciclos e buracos da rude estrada. Cheguei “verde” com a cabeça estourando e o estômago virado. Mas feliz, eu sobrevivi!

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Nem o olho do peixe escapou!

Outubro 30, 2009

Comida, comida, comida!

Além de trabalhar muito, preparando o projeto para o Tourism Office da Província de Negros Occidental, continuamos comendo fartamente. Na quarta-feira fomos ao Pala-Pala – um restaurante típico em que escolhemos os peixes frescos, os mesmos são pesados e preparados na hora. Peixes, camarões e outros frutos do mar navegando em molhos especiais, “garlic rice” para acompanhar (imprescindível) e o Inasal (espeto de galinha) pedido pelo indiano Sunil (ele come isso TODOS os dias!) abundavam na mesa. Fizemos nossa parte e comemos tudo.  Ou melhor, “quase” tudo. O Duke então preocupado em não desperdiçar as “melhores partes” começou a caça aos “tesouros”. Rapou os espinhos, cavocou a cabeça do peixe para encontrar as partes mais macias e não poderia deixar os dois petiscos mais exóticos escapar. Ofecereu as preciosidades para todos, quem aceitou sem titubear foi a doce chinesinha Qiong: saboreou o olho do peixe, mas atenção: tem que cuspir a pupila porque é meio indigesta! Depois, o próprio Duke comeu o outro olho e o próximo a degustar foi o indiano Jaydip. Absolutamente neutro. O Guillermo até cheirou, olhou de novo para aquele olhinho mas acabou fazendo sua careta de sempre e não teve coragem de provar. Eu, nem precisa dizer, só registrando e me divertindo com as cenas!

Hoje fomos novamente ao IMAY’s, o nosso restaurante preferido, fica próximo ao hotel Circle-Inn e oferece o melhor “price-performance” daqui. Se bem que preço não é muito problema, pois toda essa orgia gastronômica fica sempre na faixa dos US$4 – US$6. Antes de prosseguir, vale comentar que fomos em um triciclo motorizado (os 6!) – a coisa quase tombou para trás quando o Jaydip sentou na carona da moto. Choramos de rir e ele teve que sentar em um “banco adicional” que tem “externo” ao anexo onde os outros 5 sentaram-se. Segurança zero, diversão garantida. Voltemos ao jantar. Pedimos 8 pratos (estávamos em 6) e, para completar, o Halo-Halo, uma sobremesa que vem dentro de um côco verde e tem arroz, sorvete, tapioca, gelatina e sei lá mais o que. Não é uma delícia do outro mundo, mas é refrescante e diferente. Ah, comi meu “brócoli” também, verduras e legumes aqui são raríssimos e caros (para os padrões).

Mamãe, compra chicória!!!

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Curiosidades

Outubro 26, 2009

Acho que uma das coisas mais interessantes do IBM Corporate Services Corps é a possibilidade de conhecer melhor as diversas culturas, valores e costumes de outros países. Aqui vão algumas curiosidades:

  • Nas Filipinas, é raríssimo ter um restaurante que coloque uma faca na mesa. Temos que nos virar com um garfo e uma colher – quando não com as mãos no caso do Inasal – um espetinho de galinha bem temperado e engordurado – por mais que se tente, é impossível degustá-lo sem ser “a la medieval”.
  • Outra coisa é que guardanapos de papel também são raros. Quando colocam na mesa equivalem a mais ou menos 1/4 de um guardanapo pequeno de um papel bem fininho. Agora imagine que você teve que comer aquela galinha no espeto cheia de gordura e quer limpar os dedos… aquele quadradinho de guardanapo (que pedimos para o garçom) gruda nos dedos que nem cola e não sai mais. Digamos que os filipinos vão “chupando” um-a-um para limpar, mas para mim foi demais adotar esse método. Coisa que os indianos não tiveram problema algum…
  • Não há papel higiênico em nenhum toilette, no hotel é “regulado”. Eu até escondi um aqui no meu armário senão teria que entoar o “Jingle bells, jingle bells, ….”
  • “Hi, Joe” – é o que os filipinos dizem quando encontram algum “gringo” – morri de rir quando berraram isso para o Robert e para o Guillermo na rua! Dizem que a origem disso foi quando os americanos estavam lutando nas filipinas (eles auxiliaram o país a tornar-se independente da Espanha) e chamavam os soldados gringos de “Joe”.
  • Os nomes e sobrenomes filipinos são espanhóis em sua maioria. É estranho, pois eles tem nomes latinos e são orientais. Mais uma imposição da Espanha quando dominava o país – todos tiveram que trocar seus nomes por nomes espanhóis. Também há algumas palavras do espanhol na língua oficial, o Tagalog (se bem que aqui em Bacalod falam outro dialeto). Fora logicamente a religião – a maioria aqui é católica e conservadora.
  • Sobre os indianos: eles vêm de diferentes cidades e têm diferentes costumes (ups, acho que não se usa mais acento gráfico no “tem” e no “vem” pelas novas regras, mas ainda não consegui me desapegar deles). Mas ambos fazem questão de arrotar “alto e em bom tom” a qualquer momento. Blurp! Como isso não é costume dos demais, incluindo os filipinos, às vezes alguns olhares são trocados com um “sorrisinho” no canto da boca.
  • Não assisti à novela que passou no Brasil “Caminho das Índias”, senão iria perguntar a eles muitas coisas para conferir se eram realidade ou não. De qualquer maneira, perguntei ao Sunil como foi seu casamento. Ele disse que se apaixonou pela esposa e obteve autorização dos pais para casar-se com ela. Teve que dar muito ouro de presente! Ele pertence a casta dos Brâmanes, dos “superiores”, conhece o sânscrito e outras línguas da índia. Essa era a única “exigência” de sua mãe, que ela pertencesse à mesma casta – teve sorte! É costume que a esposa vá morar com a família do marido e só se as famílias crescerem demais com os filhos  é que eles acabam indo para casas separadas. A família é a prinicipal instituição na Índia, manter a harmonia também. Existe um “dote” que as duas famílias contribuem e hoje isso é mais por tradição que por obrigação. Mas é muito bem-vindo, pois o casamento indiano dura vários dias e o do Sunil por exemplo teve uma “festinha” para 1000 pessoas (além da festa só para os 100 familiares mais íntimos e as outras comemorações). Já pedi as fotos para ele!
  • Muita coisa já mudou na Índia com relação às castas, existem inúmeras, mas agrupadas em 4 grandes grupos – todo mundo sabe de qual casta o outro veio. Se a esposa casa com alguém de casta superior, ela ganha um “upgrade” para a do marido e seus filhos pertencerão a essa mesma casta. Caso o homem seja de uma casta inferior, então a esposa ganha um “downgrade” – ou seja, a casta é “passada adiante” pelo homem. No entanto, também existem classes sociais diferentes, que não têm nada a ver com as castas. Divorciadas são excluídas da sociedade e recebem ajuda do Governo para sobreviver. Os homens divorciados ainda possuem direitos, no entanto.
  • Na empresa, um funcionário da classe dos “sudras” ou escravos pode ser chefe de um Brâmane, pois agora as castas são mais uma referência e tradição que uma prática.
  • Os indianos de hoje não usam sáris no dia-a-dia, exceto em casamentos ou ocasiões especiais. Também usam os mais velhos e cidades ao sul, mais conservadoras e tradicionalistas.  A globalização também está padronizando e “americanizando” cada vez mais o estilo de vida dos indianos. Com isso, rapidamente vão se perdendo os regionalismos, tradições e os valores estão mudando.
  • A Qiong, uma chinesinha muito simpática tem  sempre com algum “kit Magaiver” (ela carrega uma pequena bolsinha que tem de tudo – de um frasco contendo um líquido verde com cheiro forte para recuperar alguém de um desmaio a um mini-moranguinho que se transforma em uma sacola enorme para carregar as tralhas adquiridas no caminho). Outro dia ela muito gentilmente me presenteou com umas toalhinhas (do tamanho de uma azeitona) que, quando colocadas na água, inflam e são ótimas para tirar a oleosidade do rosto – instruiu-me para usá-las pela manhã por 10min. Super!
  • Falando da China, ela mora em Changai. Ela é casada e mora com sua mãe, lá é costume viver com a família depois de casar-se também. Como o divórcio é muito complicado e custa caro, ela disse ser muito aceitável que tanto o homem quanto a mulher tenham amantes. Pelo menos não há hipocrisia (será?)!

Interessante!

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Primeira Missão Cumprida!

Outubro 23, 2009

Hoje fiz uma apresentação de “Marketing in the 21st Century” para pequenos empresários e também estudantes (chamaram na última hora) promovida pelo nosso cliente BNeFIT, uma ONG que visa o desenvolvimento de Bacolod. O evento estava marcado para 9h, mas só começou as 10h30. Minha apresentação tinha duração de 2h, mas tive que reduzi-la para 1h30min. Eu faria uma sessão paralela pois a audiência seria dividida, mas preferiram mudar e pediram para reduzirmos o conteúdo e colocaram as apresentações seguidas, todas na mesma sala. Tudo certo! Tivemos que nos adaptar rapidamente – nada mais “on demand” que isso! Meus amigos  europeus e americanos estavam um pouco incomodados, mas eu pra dizer a verdade já estou meio “acostumada” com isso, afinal, sou latina!

Ah, fora que nossos colegas Duke e Jaana participaram de um programa na TV de entrevista chamado “The She Factor” – falaram sobre o IBM Corporate Services Corps (durou aprox. 30min) e sobre as nossas palestras de hoje. Além do que saiu mais uma matéria no jornal falando do evento XceleRate que fizemos hoje – dessa vez não tinha fotos.

Na noite de terça-feira fomos gentilmente convidados por um casal de empresários para jantar na casa deles. Mandaram carros nos buscar no hotel e serviram muuuuuuita comida – é uma preocupação que os convidados realmente comam de tudo e fartamente. Estava maravilhoso a casa era “de cinema”. Nunca vi coisa igual! O paisagismo foi feito pelo mesmo sujeito que que decorou a Disney, segundo a anfitriã. Contei uns 50 coqueiros no jardim, que foram cuidadosamente transportados para o local (levou 6 meses pq há todo um processo para que eles se adaptem). Foi inesperado encontrar aquela casa em um condomínio fechado (o segurança da porta carregava uma metralhadora) na simples Bacolod. Ao chegarmos, já encontramos a mansão decorada para o Halloween (aqui eles curtem a festa) – claro, um show de cenografia. Espelhos d’água e “raias” de água com carpas coloridas e até mesmo tubarõezinhos-martelo (cação?) circundam a casa toda, são para trazer dinheiro (mais!?!?!?) e sorte, algo realmente monumental. Para ter uma idéia, sempre que a dona abria a porta de uma sala para nos mostrar, pedia para “tomarmos cuidado” para não “cairmos” na água, pois de repente não poderíamos perceber! Porta indiana com um molde de mármore esculpido, mesa trazida da China, de colecionador, figuras de deuses indianos, uma coisa magnífica! O banheiro (claro, todo mundo resolveu dar uma passadinha só para conhecer) tinha até um lavatório só para os cabelos. Era do tamanho do meu ap! O Charles depois nos apresentou o projeto que pretendem fazer em Bacolod em aprox. 5 anos de construção de um parque com lojas, hotéis e condomínios. Algo bem arrojado e agressivo no qual ele aposta e está trazendo investidores. E pensar que eles começaram a vida com um Jeepney… realmente, souberam fazer dinheiro aqui!

Neste final de semana iremos para Sipalay, não deve ser tão longe mas demora umas 4h para chegar, então sairemos 5h da manhã para aproveitar o final de semana. Temos que descansar, semana que vem tenho que terminar o projeto com o Tourism Office! Muita coisa pela frente…

Novidades agora somente 2af ou quando der! Até mais!